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Projeto da Escola Sesi Cambona é premiado na Feira Brasileira de Jovens Cientistas

Quinta-feira, 01 de julho de 2021

Ecosururu propõe a fabricação de telhas ecológicas a partir da casca do sururu

O projeto “Ecosururu: A Reutilização da Casca do Mytella charruana para Produção de Telhas Sustentáveis” foi o vencedor nacional da Feira Brasileira de Jovens Cientistas (FBJC), na categoria Engenharias. O trabalho da estudante Ana Júlia Monteiro, da Escola Sesi Cambona, é orientado pela professora de Geografia Paula Renata e co-orientado pelo professor de Física Adalberto Marques.  

A FBJC é a primeira feira científica e pré-universitária nacional totalmente virtual e tem como objetivo estimular a produção científica no país desde cedo, além de possibilitar o desenvolvimento de uma rede de jovens cientistas brasileiros. Os vencedores foram anunciados em cerimônia virtual realizada no último domingo, 27.

O projeto da Escola Sesi Cambona ganhou o Prêmio Pesquisa de Impacto, como projeto de maior relevância social e, com isso, as credenciais para participar da Feira de Ciências e Engenharia 2022- Febrace. Esta feira é um movimento contínuo para estimular a inovação e empreendedorismo na Educação Básica e será realizada em março de 2022, em São Paulo-SP.

Sustentabilidade

A proposta do Ecosururu é o reaproveitamento da casca de sururu (Mytella charruana) na produção de telhas ecológicas. O descarte irregular da casca do molusco gera vários efeitos nocivos, como mau cheiro, alagamento das ruas e proliferação de insetos e animais que se tornam vetores de doenças.

Em Maceió, o crescimento populacional, a falta de conscientização ambiental e a carência de infraestrutura que vise uma melhor gestão dos resíduos sólidos favorecem o acúmulo desse resíduo, que tem o potencial de ser reutilizado na construção civil devido à sua resistência.

Ao reutilizar as cascas de sururu para a fabricação de telhas ecológicas, o objetivo do projeto é contribuir para promover melhorias nas comunidades pesqueiras, por meio do empreendedorismo social e colaborar na segurança estrutural dada à população sem acesso à moradia eficiente.

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